quarta-feira, 10 de março de 2010

Meio Ambiente e o que podemos fazer perto de nós.

Cachoeiro de Itapemirim – ES, 07 de março de 2010.

Meio Ambiente e o que podemos fazer perto de nós.

Tive sorte. Minha família veio do interior do estado para a cidade há quase 40 anos. Com eles, vieram costumes recicláveis numa época que reciclar era ser criativo pela falta de recursos e não pelo fato de precisar entender que já temos muito e que estamos desperdiçando quando não aproveitamos o que já possuimos. Meu pai sempre aproveitou câmara de pneu para consertar cano quebrado. Minha mãe sempre reciclou panelas e canecões em vasos de plantas. Eles sempre tinham uma idéia criativa, pois éramos muito pobres numa cidade que ainda não sabia o que era fartura de produtos e serviços. Ser criativo era palavra de ordem e isso levava a família a praticar reciclagem de forma inocente.
A educação chegou. Eles e eu estudamos durante algumas etapas da vida e aprendemos – tanto pelo senso comum quanto pelos meios de ensino e comunicação – que preservar é preciso. Reciclar, mais ainda, pois o planeta está literalmente sujo!
Há muito tempo, minha mãe enterra o lixo orgânico no quintal. Desse quintal também vem folhas verdes e frutas que consumimos. Não é um local grande. Grande mesmo é a força e é também a herança interiorana que veio com eles da roça para a cidade. Minha mãe também recicla papel de embrulho sempre que possível. As sacolas de pão, roupas, potes de vidro são parte de nossa vida há muitos anos. Também tenho orgulho em dizer que meu pai juntamente com um de nossos vizinhos começou, há mais de 15 anos, um projeto leigo de arborização de nosso bairro. Meu pai deu continuidade no projeto caseiro de fazer mudas de fícus e plantá-las na beira da rua principal de nosso bairro. Isso foi crescendo e ele estendeu o platinho em dois bairros vizinhos. Hoje são mais de 200 arvores espalhadas entre as ruas principais, casas de amigos e no leito do Rio Itapemirim. Depois desse projeto, meu pai começou a catar recicláveis. Tem quase 3 anos que ele ajuda a retirar desses bairros (sozinho) garrafas pet, papelão, sacolas plásticas, alumínio e outros. Ele faz isso por que gosta. Por que quer ajudar. Por que sabe que é preciso. Ele também conserta panelas e isso eu considero reciclar também, pois a cada panela de alumínio ou de aço inox não comprada, o planeta agradece.
Eu enquanto filho, procuro incentivá-los sempre. Consumimos menos energia, menos água e aproveitamos muito bem os alimentos. Aderi à campanha que ficou famosa na internet no ano passado chamada de “xixi no banho” (http://www.xixinobanho.org.br/). Também procuro comprar produtos que sejam considerados “verdes” de empresas também consideradas assim. Procuro não usar copos plásticos, tomando água em copos de papel ou em canecas. Se todos fizermos algo – mesmo que pequeno - já é melhor do que a inércia a que a maioria tem vivido nesses anos de consumos e desperdícios sem ação.

Rondinelli P Desteffani – 10/03/2010

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