segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Quem precisa de quem?

Esse texto nasceu de um post que tem aparecido no Facebook que - se não observado com cuidado - pode te isolar das pessoas aos poucos de forma inconsciente. Mesmo por que, quem diz que é uma mera brincadeira, deve considerar que toda brincadeira tem um fundo de verdade.  A tal frase diz mais ou menos assim:  "Não estou sumido, é você que não está precisando de um favor."  Eu já escrevi algo sobre o assunto de uma outra forma em uma nota anterior do face, no entanto venho chamar atenção novamente pelo teor dessa frase.  Não a tome ao pé da letra. Separe o joio do trigo.  

 Há sim amigos e amigos. Aqueles que só aparecem para tirar vantagem e que se intitulam seus amigos são do tipo que você precisa se manter afastado. Já aqueles de sempre, mesmo que não vendo com tanta frequência, que irão te pedir favores por saberem que são queridos e que a dinâmica de pedir e obter faz parte da interdependência humana e do conforto de ter uma mão amiga para ajudá-lo quando necessário. Esse são os tipos que você deve conservar. E se possível fazer todos os favores. Esse jeito de viver e fazer não enquadra os conhecidos e colegas. Essas outras categorias também tem seus pedidos e caberá a você dizer sim ou não e analisar que uma mão que ajuda pode pedir ajuda depois pelo mesmo interesse que te fez vitima do pedido.Não vivemos sozinhos. Já é provado que não conseguimos viver sozinho. Até no filme: O Náufrago, é mostrada a necessidade de convivência, mesmo que seja com uma bola de vôlei chamada de "Wilson". Portanto, precisamos uns dos outros em diferentes instâncias e em inusitados momentos.

Quando o dinheiro não era a principal fonte de troca, trocavam-se favores. Esses favores estavam na força de trabalho e na força dos produtos (lembra do escambo?).  E até hoje produtos e serviços são trocados  a fim de se obter o que que se deseja. Por que não trocar favores com aparições na vida das pessoas afastadas? Mostrar sua utilidade para os amigos é uma forma de aparecer oferecendo um pouco de glamour, afinal ter créditos é bem mais chique do que ficar devendo favores (risos). Deixem que peçam... você será o fator determinante de quando e como deve fazer os favores e aparições na vida dos seus amigos. Sem cobranças... sem neuras... sem traumas. Me façam um favor?  Não deem atenção ao post, pois ele não representa o valor de uma verdadeira amizade!

Sobre vaidade:

Há pessoas que são vaidosas com a beleza (que se vai). Algumas, com as coisas que possuem (que também se vão). Outras...são vaidosas com as conquistas de vida e do jeito que ela acontece diariamente. (que também vai).  Até inteligência e sabedoria (que são duas coisas distintas) podem ser motivos de vaidade. E acredite... essas coisas também se vão.

Seja qual for o seu jeito ou motivo de ser vaidoso(a) lembre-se que essa palavra tem um som que remete a uma frase bem interessante e reflexiva em nossa Língua: "Vai" "Idade".

Portanto, seja vaidoso(a) sabendo que tudo passa. Valorize não só suas coisas e conquistas, mas principalmente as coisas e conquistas dos outros. Elas são importantes também e vão além de você mesmo. Saiba elogiar as pessoas com sinceridade e não ostente pensamentos ruins quando a estrela de alguém estiver brilhando. 

Existe sim gente vaidosa por nada. Vaidade por vaidade é feio e é brega. Vaidade sem propósito também! 

Saber a sutil diferença entre valorizar e ser futil é algo que requer exercício diário da mente e da alma. E quando você atinge essa sutileza, você acaba sendo vaidoso(a) de uma forma grata por tudo que você recebe, sem a pretanção de dizer que é merecedor, pois todos têm seu valor e suas conquistas. 

Entre a apreciação das coisas e a adoração delas há então essa sutil diferença que está "normalmente"  ligada aos seus princípios de vida e a sua generosidade para com as pessoas e para com o mundo a sua volta. Não é pecado ter vaidade quando você se dispõem a ajudar os outros a também terem suas conquistas e principalmente quando você se alegra com a "vaidade" alheia.

Não deixe que a palavra vaidade seja maior que sua vontade de vencer na vida, de apreciar e de partilhar essa mesma vida com as pessoas a sua volta. O tempo urge... a vida passa... e vai...idade.

O amor e o amar.

Não quero defini-lo, quero apenas aborda-lo. Nem ouso desafiar tudo que já fora crido sobre esse sentimento chamado Amor e também sobre o verbo amar. Na verdade essa é uma visão pessoal que se coloca como fruto do que meus olhos viram, leram, apreciaram. Do que meus ouvidos ouviram ou ignoraram. Do que o coração sentiu até este momento. Não escrevo aqui como um adolescente a descobrir vulcânicos sentimentos, escrevo como quem caminha na estrada da vida. Nessa onde contamos os anos. Escrevo por ter sentido o amor dos pais. O amor dos irmãos. O amor dos amigos. O amor dos amores. Em fim: o amor de viver. Creio portanto que ja posso fazer duas abordagens: Uma sentimental e uma lógica. Dividindo ambas com quem lê essas palavras.

O que você ama? Como voce ama? Qual a intensidade? Como saber se estou ou estive amando?

Cada uma dessas perguntas tem uma resposta diferente. A resposta vai variar de pessoa pra pessoa. De vida pra vida. Mas todas as respostas nos levam a um denominador comum: O amor existe. E esse amor precisa de um destino mesmo que seja o do amor próprio. Esse onde você se ama verdadeiramente sem se bastar. Pode também ser amor de mãe, amor de Deus, amor por Deus, amor por uma pessoa em especial, amor por um grupo ou pelo seu cachorro. O Amor é como o verbo "to be" da Lingua Inglesa. Ele "é" e "está". Portanto, não se ama o nada, o vazio ou o inexistente. Para existir o amor ele precisa se mostrar (caso contrário não estaríamos falando dele aqui) e o amor se mostra de várias maneira e de uma forma que não é singular.

Por ser complexo, o amor também confunde. Ele acaba atraindo outros sentimentos que, caso você tenha discernimento para separá-los, entenderá que esses sentimentos não estão atrelados ao amor. Exemplos: Paixão, ódio, bem querer, amizade profunda, sexo e por ai vai. Quando alguém reclama que nunca foi ou não está sendo amado, isso é geralmente carência afetiva de cunho acasalador. Ninguém quer ficar sozinho. Pode até ser um desejo biológico por sexo. Isso também pode confundir. Mas tem também o sentimento amor pra vida inteira e talvez até já tenha sido amado nesse sentido de querer estar a vida toda com outro alguém, mas não percebeu e o tempo e as confusões causadas pelo amor acabou anulando isso. É preciso estar atento quando o amor acontecer. Com certeza você já amou e ama de alguma forma que não seja somente para acasalar. Mas como os livros, filmes, novelas, teatro mostram o amor de casal com maior ênfase, é nesse que eu e você nos prendemos quando atrelamos a felicidade ao amor. Entretanto, o amor também pode estar atrelado a uma profunda tristeza. Amor não correspondido, por exemplo, ainda é amor. Ou amor à distância. De qualquer forma pode-se amar também sem favores, sem sexo, sem interesse. Só amar. Por uma causa ou bem maior. Pra te manter vivo fazendo o bem. Isso também é amor. E isso explica por que o amor é complexo e não é singular como fora dito.

E quando vou saber que ele está acontecendo ou se ele já aconteceu comigo?

Pode demorar uma vida toda para perceber o amor ou para senti-lo. Mesmo que ele exista em sua vida desde o ventre materno. O amor não é cego, cega é a paixão, mas você talvez esteja cego nesse exato momento. Talvez não esteja aberto ou pronto para perceber os amores já vividos e sentidos. É a maturidade que irá lhe dar certas certezas. E quando você entende a dimensão do amor na sua vida, acaba concluindo que não existe só um amor. Há amores. E não existe uma forma de amar, há várias. E assim você acaba por compreender onde e quando você amou e também onde e quando amará novamente. Sim, é possivel amar de novo. Todo dia e em vários momentos. O amor pode estar em pequenas coisas ou em grande gestos. Numa vida que viveu com alguém que até hoje lhe tras boas lembranças ou num novo e avassalador amor que não te larga o pensamento. O amor pode estar na saudade da sua avó (avô) ou no seu novo bicho de estimação. O amor pode também estar em tirar as sandálias e oferta-las para um mendigo descalço sem pestanejar. Pode estar em medir as palavras e pode estar em falar com o coração. E se você tirar um tempo pra pensar nos tipos e formas de amar, vai entender que já amou em algum momento da sua vida e que continua amando todos os dias.

Mas e o amor de namoro ou de casamento? Como vou saber se já amei alguém algum dia? Tenho dúvidas.

Para essa resposta, olhe prá tras. Veja o quanto de saudade você sente de alguém. Ou que já partiu dessa vida, ou que não é mais parte do seu convívio. Se soltar um leve sorriso, mesmo que mentalmente, mesmo depois de tudo que passou de bom e "especialmente" ruim, amou... amou... amou! Você amou. E ama

E hoje... se você sente que poderia dar parte de você para que uma outra pessoa seja feliz, você está amando.

Mas... se essa escrita não respondeu nada do que você pensa ou acredita sobre o amar e sobre o amor... sugiro que você vá pro dicionário e depois leia Camões. :-) Rondinelli Desteffani

Intervalos para Alma

        Esse assunto é para gente que acredita que não somos só matéria. Que acredita que temos algo dentro de nós (alma, espírito, espectro etc.) e que essa nossa parte visível nada mais é que um intervalo. Sim, um intervalo para a alma. Se você acredita que não há nada depois daqui pode parar de ler, pois isso não é pra você. Mas se acredita que há algo além ou quer acreditar (mesmo que o ceticismo diga que não) vou abordar então um tema ligado ao assunto que nunca me amedrontou: A morte.  Se você tem medo da morte, com certeza não parou pra pensar como é a dinâmica da vida nesse nosso planeta. Ninguém quer morrer, é obvio. Mas é preciso encarar a morte de frente antes que ela venha. Esse assunto precisa estar bem resolvido e entendido, pois isso lhe trará felicidade. Acredite! Pensar sobre a morte de forma madura lhe trará segurança e felicidade para uma vida que vale (ainda mais) a pena ser vivida.



         Já existe um pensamento que diz que nascemos morrendo. Num ciclo natural, desde o nosso primeiro choro, o relógio biológico da vida está correndo dentro de nós. Mas chegará o fatídico dia onde um ou outro órgão (pelo cansaço do uso) irá falhar e nos levará então para um outro plano. Eu avisei que esse assunto não é para você.



         Como a maior parte das pessoas não pensa muito sobre a morte, então elas tendem  também a confundir o "medo da morte" com "o medo de sofrer antes de morrer".  Nos filmes, na TV, nos livros, nos jornais etc. vemos que a morte está geralmente ligada ao sofrimento físico ou a tensão antes de acontecer de fato. Entretanto, todos os dias, pessoas morrem por fatores que não causam sofrimento direto (a não ser pra quem ficou e sentirá saudades). Já parou pra pensar nisso? Um fator que justifica é o nosso comportamento de aceitação maior quando alguém de vida longa parte de "morte natural". Já no caso de morte acidental de pessoas mais jovens, por exemplo, a aceitação é mais dura.   Nos dois casos há sofrimento para quem fica, mas a cura tem um sentido diferente dentro da gente. Concorda? Já disseram muito sobre o propósito da vida, mas esquecem de dizer qual é o propósito da morte. Por que morremos?



         Em poucas frases a melhor resposta que encontrei é:  Para que lembremos que todos somos iguais perante os mistérios da vida como um todo nesse planeta. Que há uma regra de ciclo que precisa ser respeitada mesmo contra nossa vontade. E para que a vida tenha o deleite e o sabor necessário que a impulsione aos avanços e aprendizados constantes.



         E aprendendo a pensar e a respeitar a morte o medo por ela diminui. O foco agora é outro, veja o porquê:



         Vemos pessoas com os mais diversos tipos de "problemas". Pessoas com muitos problemas acabam inconscientemente se distanciando das razões pelas quais está "vivendo" por aqui. Ficam perdidas. Enchem os consultórios e tomam medicações. E também procuram soluções em locais inapropriados. Eu mesmo já passei por isso. Muitas pessoas passam por isso todos os dias. Então, é preciso ter um propósito pra viver antes de "saber viver", se não a morte passa ser mais importante do que a vida. E ela não é. A morte tem importância na consciência de quem vive e sabe pensar na possibilidade de que ela aconteça: Quer você queira ou não.



         Partindo da verdade que precisamos  viver bem e tendo consciência da morte sem temê-la, faremos justiça ao que nos deram de graça: A vida. Mas pra falar de vida, temos que trabalhar pra esgotar o assunto morte. Não irei abordar aqui os casos acidentais ou antecipados de morte. Algumas mortes não podem ser previstas (como mencionado) e isso torna a vida ainda mais instigante do que a morte "morrida" de cunho natural. 



        Sabemos que a vida é dura. Sabemos então que viver não é fácil. É competitivo e é uma luta constante para manter o corpo e a mente sãos. Sabemos também que a morte significa fim para essa vida que ganhamos aqui. E também nos afronta o medo de ter saudade perdendo quem está do seu lado (um parente, um amigo ou um amor). Ou o medo da falta que vamos fazer. Essas coisas nos aterrorizam, mas elas não deveriam. Nós podemos temer a saudade da perda de uma pessoa amada que morreu. Podemos igualmente temer que a nossa falta cause sofrimento aos que nos amam. No entanto jamais poderemos temer a morte pela morte. Sim, parece confuso mas não é! Esses temores de que falei nós temos que combater com vida em sua plenitude e abundância nesse planeta. Não seja egoísta! Você não é o único que irá morrer e fazer falta pra alguém, como também não deverá passar a vida pensando em quem já morreu. Se você faz isso, saiba que é egoísta. O mundo não gira a sua volta e todos nós estamos debaixo das mesmas leis naturais. Então, erga a cabeça e continue pois tem mais uma coisinha que irei propor (mais a baixo) para que "a ficha caia". Comece se concentrando em quem está vivo do seu lado e como você os pode fazer felizes enquanto também estiver vivo. Esse é o foco! Os céticos dizem que a morte gera a alavanca da crença em algo além e que isso nos traz conforto. Eu digo que a morte é exatamente o ponto que ajusta o caminho da vida, dando sentido a ela.



         Baseado numa conversa com uma colega sobre um famoso programa humorístico televisivo me inspirei para propor essa experiência. Sugiro que vá a uma funerária e peça pra deitar num caixão por 10 minutos. Sim, por dez minutos. Se quiser que a experiência seja profunda, pode pedir pra colocar a tampa durante esse tempo. Qual é? Você não tem coragem de reclamar da vida, de ficar triste ou de até pensar em tirá-la com o seu "livre arbítrio"? Tá com medo de que? Da morte? Nesses 10 minutos pense como se estivesse morto mas com lucidez. Pense em quem sentirá sua falta. E também pense em quem faria falta pra você. Digamos que mesmo que o mundo não sinta sua falta, ou seus parentes ou amigos, ou amores, você vai sentir falta de alguém ou de algo que existe aqui nesse planeta caso você venha a morrer de verdade. Seja sincero! Pense também em todas as pessoas que tem mais que você e no tipo da felicidade que acredita que elas possuem. Passando tanto pelas que são felizes por que tem muito e sabem dividir, quanto pelas fúteis que não sabem o valor das coisas que tem e nem se importam com os outros.  E depois, pra finalizar a experiência, pense em quem tem menos que você: fisicamente, financeiramente, psicologicamente etc. Você tem 10 minutos. Aproveite pra pensar em diversos níveis. Nos seus vizinhos, na sua cidade, em outras cidades, em outros lugares do mundo onde pessoas vivem em outras condições diferentes de você. Na guerra e na fome também, pois são princípios que mais combatem a vida. Vai por mim...Essa experiência é um susto na alma. É o mais próximo que um ser humano pode chegar a dizer para sua consciência de vivo: "Eu não tenho tempo pra perder. A minha vida é muito cara. E curta. Quem manda aqui sou eu até que uma fatalidade ou a naturalidade da vida me tire de cena."



         Agora chegamos num ponto onde vem uma conclusão fatídica:  Para quê ter medo da morte? Se você acredita que estamos de passagem e que a morte não é o fim, para quê temê-la? Tudo que morre não é o que, se não um intervalo para alma? Encare como quiser, mas eu encaro como egoísmo ou covardia se escolher ficar preso na memória da morte ou se resolver abraça-la para "acabar" com seus problemas. Depois do exercício com o caixão, vai com Deus, ou com os deuses...  Se retornamos, ou ficamos em outro plano, se estamos aguardando um evento maior depois que partimos...não importa. O que importa é que você acredite que a morte lhe dá motivos suficientes para querer estar vivo e operante tempo suficiente para aproveitar todo o presente magnífico de viver num planeta cheio de vida e que tem tanto a apresentar. 



         Essa costumava ser uma frase favorita minha: "Tudo que morre fica vivo na lembrança. Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça." que foi cantada por Bruno do Biquíni Cavadão. Hoje não é mais. Não vivo com um cemitério na cabeça. Vivo com lembranças de quem já partiu que foram e estarão vivas, pois a vida... a vida além de ser o que é... É definitivamente:  Um intervalo para alma. 

O Cafezinho

Nasci na década de 70. Nas últimas duas das minhas quatro décadas de vida, eu tenho um sonho recorrente onde uma pessoa muito importante me faz uma pergunta - que parece ser uma espécie de entrevista – A pergunta é sempre dita da mesma maneira: “- Se você pudesse tomar um café de 15 minutos para conversar, quais seriam as 10 pessoas que você escolheria individualmente para esse momento?”  

Na maioria das vezes eu acordava pensando em quem indicaria para esse cafezinho.  Então uma lista começou a se formar na minha cabeça. Virava e mexia eu pensava sobre esse sonho e sobre a lista. Gente importante, gente simples, família, amigos e até bicho de estimação.  As pessoas entravam e saíam da lista por motivos diversos. Hora saudade, hora comportamento, hora pensamento, hora atitude e por ai vai.

Nas primeiras vezes pensando sobre a lista, fiquei qualificando seus integrantes pela importância do coração. E com o tempo aprendi que o café de 15 minutos não significaria que nunca mais pudesse tomar outro café com aquelas pessoas queridas num outro momento. Dessa forma saíram da lista os familiares e os amigos. Esses eu tenho e sei que posso contar pra bem mais que um café. Não se trata de uma lista de quem mais gosto. É uma chance de conhecer 10 pessoas por 15 minutos e assim aprender com elas. Sim, é preferível ouvir aprendendo a falar ensinando. Outra consideração que fiz foi a de que, se fossem pessoas tão especiais, eu deveria me ater à oportunidade de aprender. Obviamente que essa lista de cafezinhos ainda esticou, encolheu e foi mudando ao longo do tempo.  Afinal, são duas décadas sonhando com isso em momentos diferentes da vida.

Esse sonho realmente me intriga até hoje e durante o processo ele se tornou uma ideia fixa. De tanto pensar acabei esgotando possibilidades da lista e passei a pensar no que significaria o cafezinho. Fui pra internet pesquisar nas páginas de significado sobre sonhos. Pesquisei também sobre a história do café e no final a conclusão foi que estava indo longe demais. O cafezinho nada mais era que uma pausa, um momento diferente dos outros, um “break” do trabalho, das compras do shopping, das longas horas de curso, enfim... uma pausa. E o que eu faço quando estou numa pausa para o cafezinho?  Depende. Se estiver só nesse momento a coisa muda. Pelo menos pra mim. O simples fato de tomar café, já me traz para a esfera da reflexão. Tomar um café sozinho me faz pensar um pouco sobre a vida. Eu viajo muito e assim com no banho, o café solitário me faz ter pequenos “Insights”. E na maior parte das vezes, quando tiro um tempo pra mim, a reflexão é quase que inevitável. Então café sozinho pra mim é igual a reflexão e aprendizado. De outra forma, se estiver acompanhado, e dependendo da companhia, o cafezinho pode ir de fofoca com conversa fiada a “minutos de sabedoria”. Seguindo então a lógica do meu sonho recorrente eu prefiro os preciosos minutos com pessoas que valham a pena. Pelo menos pra mim.  Mas ... Quem chamar? Por qual motivo?  Essas e outras perguntas continuavam a me incomodar.

Nos últimos anos, comecei a sonhar com a resposta. Pois é, eu já estava mais adiante no sonho. O meu entrevistador até passou a usar paletó cinza com uma gravata branca, não que isso seja relevante, mas mostra que o sonho evoluiu.  E também nesse update de ilusão eu penso que devo responder ao “meu entrevistador dos sonhos” de forma coerente e convincente, mesmo que não seja necessariamente o que ele gostaria de ouvir.  Começo então uma nova batalha de pensamento sobre respostas. Dessa vez, não a resposta que eu daria, mas a respostas que me fariam escolher as pessoas bacanas da lista. A resposta que elas deram ao mundo e que me encantou a ponto de querer um cafezinho com elas.  Olha eu, me colocando num pedestal como se eu fosse a celebridade entrevistadora.  Que sonho louco!  Mas já que é um sonho e que a resposta do entrevistador também “precisa” ser respondida no meu gancho mental, lá vamos nós!

Partindo dessa nova questão escolhi pessoas pelo grau em que considero que elas têm de percepção e entendimento do mundo a sua volta. Assim as respostas fariam sentido no meu modo de enxergar o café como lição. A complexidade pela qual meu pensamento devaneava sobre o simples fato de ter de escolher 10 dos melhores seres humanos para um café me trouxe para uma nova lista. A lista das pessoas que teriam melhor chance de me fazerem entender (em 15 minutos) questões tidas como complexas.  Deus chegou a entrar nessa lista também, mas saiu rapidinho por que a pergunta diz: “- Se você pudessetomar um café de 15 minutos para conversar, quais seriam as 10 pessoas que você escolheria individualmente para esse momento?”  Considerei que a pergunta tinha um cunho profissional e filosófico mas do tipo “pés no chão”. E se a resposta fosse Deus e meu entrevistador fosse de crença nenhuma? Não seria uma reposta adequada para o cargo mesmo aparentemente sendo adequada para mim. Então conclui que tirando toda e qualquer dúvida de manter ou tirar Deus da lista, não teria como “tomar” um café com ele.  E o “ele” também não poderia ser considerado “pessoa” e sim Deus. Então também tirei os vultos. Pessoas mortas mesmo que importantíssimas não iriam ajudar. Não para um diálogo com café.

Num determinado momento, depois de pensar bastante como nunca havia feito antes, uma resposta para quais pessoas deveriam entrar na lista caiu como uma luva. Não eram as pessoas, mas sim as perguntas que cerceariam minha lista das 10 mais. Não adiantaria ter pessoas fabulosas e importantes na minha lista se não fizesse as perguntas adequadas para aproveitar bem esses 15 minutos de café com cada uma delas. Então a lista foi desmanchada. A partir daí comecei a pensar no que perguntar e não para quem.  O que precisava saber de 10 pessoas que seria realmente relevante? Com quinze minutos não poderia fazer muitas perguntas e complexas para uma pessoa só, mas poderia perguntar poucas ou dividir essas perguntas para que cada uma dessas perguntas se encaixasse adequadamente ao perfil escolhido. E pelas perguntas o entrevistador saberia também onde eu gostaria de chegar, mostrando assim ser uma resposta à frente da esperada na suposta entrevista do sonho. Separei 10 das perguntas que adoraria saber de pessoas e ai estão elas:

1)      O que é ter sucesso para você?

2)      O que ou quem seria um exemplo de sabedoria, de caridade e de prosperidade e por qual motivo?

3)      Em sua opinião, qual a coisa mais importante já criada?

4)      Quais as 3 pessoas mais relevantes na sua vida e porquê?

5)      Supondo que você precisasse escolher um candidato para importante cargo, quais os atributos que levaria em consideração antes de fazer qualquer pergunta para esse mesmo candidato?

6)      Considerando o homem e seus feitos do passado, qual é o seu grau de satisfação na maneira em que o nosso mundo se desenvolve hoje, e porquê?

7)      Se tivesse que tomar uma decisão muito importante que mudasse a vida das pessoas sem saber se pra pior ou pra melhor, o que você faria?

8)      O que é o ter humildade e ser humilde para você?

9)      Se tivesse que nomear as 5 coisas mais importantes para você, considerando sua posição atual, quais seriam e porquê?

10)   Quem você levaria para tomar um café de 15 minutos com propósito de aprender mais?

Pronto, quando escrevi minha última pergunta me “caiu a ficha” do porquê daquele sonho recorrente. Eu não precisava responder ao entrevistador. O meu entrevistador já tinha cumprido o papel dele. Ele não precisava de uma resposta. Eu é que precisava das perguntas.

A partir desse dia nunca mais tive esse sonho, mas mesmo assim uma resposta estava clara em minha mente, mesmo não precisando dela:


 “O meu aprendizado está ligado às minhas escolhas de café. Poderiam ser pessoas brilhantes nas áreas do conhecimento como música, teatro, negócios, política, agricultura etc. E também áreas de importância sentimental como pessoas do meu ciclo familiar e de amizade. Se eu apresentar uma lista de 10, estaria perdendo a oportunidade de tomar café com outras tantas pessoas que, por motivos diversos são importantes em outras esferas. O cafezinho é uma chance de aprender. Estamos tomando cafezinho em todos os momentos, no entanto poucos saboreiam ou se dão conta dessa “pausa”. Te dou então as perguntas que faria. Elas dizem mais de mim e sobre o que estou disposto a aprender do que das pessoas a serem dialogadas. O aprendizado é uma escolha.  E pode- se aprender com qualquer pessoa em qualquer nível intelectual. O Sucesso, não está ligado a poder ou ao dinheiro. Posso perguntar sobre sucesso para um pescador maratimba e receber a resposta mais inteligente e simples que jamais esperaria encontrar. Aqui estão minhas perguntas.”

E você?  O que perguntaria?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Telefonia fixa no Suldeste e em outras áreas brasileiras - OI, tá complicado heim!? Anatel!? Cadê você?


Telefonia fixa no Suldeste e em outras áreas brasileiras  - OI, tá complicado heim!?  Anatel!? Cadê você?


Com a OI é assim... quer ter internet mais rápida? Não basta ser cliente... precisa contratar uma nova linha. De 600kbps para 2 megas... telefone novo e 100 reais de instalação. Agora novamente de 2 megas para 5 ou 10... telefone novo e 100 reais de instalação (no mesmo endereço usando o mesmo fio!). As desculpas são as mesmas por que eles não querem e não vão investir em infra-estrutura para mudar essa realidade.

Ou seja... o cliente tem cara de otário, a gente cobra e eles pagam por que não há concorrência nesse setor de DSL e nem via Satelite, Wimax, 3g (que é uma bosta)... então... eles estão na nossa mão!!! <--- é assim que acho que os tubarões das comunicações pensam.

Anatel? Que Anatel? Pra mim é um setor que se acomodou em arquivar reclamações de clientes e pedir soluções paleativas. Onde está a Anatel que irá determinar prazos para que a rede de telefonia fixa invista em equipamentos e tecnologias para melhoria dos produtos e serviços (já que não há concorrência nesse setor). NÃO SABE BRINCAR "OI"... NÃO DESCE PRO PLAY! Terceriza o serviço por que nem privatizando as coisas não mudam!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sobre o lançamento do novo Ipad e nova Apple TV

Sabe uma coisa que tá incomodando (e acredito que não estou sozinho)? É que a Apple está lançando atualização dos produtos (hardware) numa velocidade acelerada D+. Eu comprei o Ipad2 que foi lançado em Março 2011 (em Novembro desse mesmo ano). Nós estamos em Março novamente e já tem um novo Ipad. A sensação de "estou já ultrapassado" adjunto com a sensação "paguei caro d+ por um produto que dura 1 ano no topo da cadeia" é muito grande. Foi a mesma sensação com a Apple TV. No fundo fica um gosto de "não estou sendo respeitado".
Isso não tem acontecido só com a Apple, outras empresas também estão nessa linha de lançar produtos como se fossem carros. Eu geralmente acerto em minhas previsões, e se continuarem assim essas empresas irão amargar descontentamento da marca com seus consumidores e problemas de cunho ambiental pela quantidade de dispositivos inativos no mercado a médio e longo prazos.

Não puxo saco da Apple. Enquanto estiverem fazendo um bom trabalho eu apoio a marca. Mas não concordo com essa politica que mencionei acima.

Ficou um ponto negativissimo na minha cabeça depois de hoje.