segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Quero video games e jogos mais baratos e ponto.

Pessoal,

Domingo estava andando de bicicleta no centro da minha cidade e fiquei olhando os camelôs vendendo jogos e filmes. Não é novidade essa situação.
Me puz a pensar um pouco sobre o fato e acredito que sempre vai haver público para esse tipo de oferta. Mas está tendo também (graças a nossa economia) um outro tipo de público. Aquele que - assim como eu - pensa em parar de comprar os piratas caso os originais fossem mais baratos. Através de dados do IBGE já é sabido que tem um público que ascendeu socialmente. Posso afirmar que estes também teriam prazer em ter itens originais em sua coleção ao invés de um monte de pirataria sem qualidade e garantia. Mas o preço precisa cair.

Estou com a mão coçando para comprar meu X-Box com kinect original. Mas vou esperar minha viagem para outro país para trazer de lá. É infinitamente mais barato, assim como os jogos.

O mercado de games e consoles ajuda a movimentar a economia em muitos países de primeiro mundo e poderia movimentar muito aqui também. Por causa dos tributos excessivos os videogames mais modernos custam tanto que somente a classe media ou alta pode se aventurar a tê-los aqui no Brasil.

Nós temos a Zona Franca de Manaus. Será que ela não serve mais para esse Brasil que economicamente está evoluindo? Será que produzir os consoles e gravar os jogos em solo Brasileiro não seria bom pra economia e para os fabricantes? Exportar para nossos vizinhos não seria um bom negócio também?

Nossos talentos estão indo produzir fora pois não há mercado de games que fomente as obras produzidas no país. Tem brasileiro fazendo sucesso no mundo dos games lá fora e quem perde é a economia brasileira e os brasileiros que não podem desfrutar desse mundo a não ser que comprem na cladestinidade os consoles destravados e os jogos piratas que são vendidos de norte a sul do país.

Ah... outra coisa... se voce ainda pensa que video game é coisa de criança e adolescente, vai ler um pouquinho. Tem idoso jogando Wii. Ja foi a época que video game estava ligado somente ao ludismo infanto juvenil. O mercado hoje é tanto pra eles quanto pra qualquer outra idade.
Um bom exemplo de modernidade e adaptação desse produto ao mercado aconteceu recentemente. Na década de 80 os video games foram criticados por serem ferramentas que fomentam a ociosidade e provocam a obesidade. Isso se extendeu na década de 90 mas a ciência e a tecnologia já deram uma resposta... chegaram nessa década os consoles e jogos que interagem com todo o corpo humano. Uma pena que estamos perdendo a chance de participar dessa evolução.

Preços baixos já!

Até a próxima.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mudanças

Quem gosta de mudar?
Mudar de rua, de rumo, de casa, de emprego... em fim ... mudar.
Tem coisas que mudam a gente e tem gente que muda alguma coisa.
Tem mudanças que nos escolhem e tem escolha que é a gente que faz pra mudar.

Quem não gosta de mudar, e isso não é uma critica mas um alerta, geralmente nao muda por que tem medo. Ter medo de alguma mudança é natural. Mas não é natural não querer mudar nada ou sofrer de chorar por que alguma coisa mudou na vida, na rotina, em você, nos outros e por ai vai.

Mudando ou não, esteja preparado psicologicamente. Se sua cabeça for e estiver sempre boa não importa se a mudança afastou ou aproximou alguem, se vai entrar mais ou menos dinheiro, se agora voce sorri ou chora com mais frequencia, mas importa se voce consegue se adptar à nova realidade de forma rápida e saudável. Esse é a chave para não temer mudanças. Seja voce mesmo e tenha uma boa cabeça e tudo vai dar certo.

Quem não esta preparado para mudanças sofre mais que outros...e não deveria, afinal estamos aqui hoje por causa das inúmeras mudanças aceitas em nossa sociedade, em nosso comportamento e em nossa evolução.

Um viva então para todas as mudanças!
Rondinelli - Novembro 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Atendimento, Produtos e Serviços

Olá Pessoal,

Quero chamar atenção para um fato que está ocorrendo com muita frequência no comercio eletronico e não eletrônico: Falta de preparo para servir.

Quem sabe servir, sabe ser servido. Quem sabe servir, sabe também vender um bom produto ou efetuar/executar a venda de um bom serviço. Quem sabe servir, possivelmente já foi servido e se coloca no lugar do outro.

As empresas (falo aqui de empresas de grande porte) estão esquecendo do básico: Não só treinar seus funcionários para conhecerem seus produtos e serviços, mas principalmente treiná-los para saberem servir. A melhor maneira de dar um treinamento para esse fim é conhecer quem é o seu cliente e pedir aos seus funcionários que exercitem, incansavelmente, a dificil tarefa de se colocar no lugar do seu cliente quando um contato, duvida, reclamação ou um fato inusitado ocorrer. Os funcionários bem treinados nessa tarefa, acabam também sendo bem treinados para identificar sugestões de melhorias nos procedimentos quando um clinte faz um contato.
As empresas podem premiar seus colaboradores que mais identificarem mudanças e melhorias nos procedimentos. Deixem seus funcionarios trabalharem para que sua empresa melhore a cada dia. Isso vai ser mais eficaz do que um bando de consultores caindo de para-quedas sobre o seu negócio e experimentando formulas mágicas para melhoria de atendimento.

- Se um cliente ligou para o seu customer service e diz que tem algo errado na web page ou falta uma informação, o seu funcionario precisa estar preparado para falar menos "um momento senhor" e mais "como o problema pode servido". O cliente deve ser atendido com a informação na hora em que precisa para decidir a compra e não ser jogado de um lado para o outro e, mesmo que envie uma mensagem escrita para esse fim, não ser respondido. E o principal: Voce enquanto gestor deve se certificar que os canais de comunicação oferecidos são eficazes.

- Se um cliente reclama de algo errado em sua loja, questione-se porque o cliente está mencionando aquilo e se você concorda com a visão dele "como cliente" e não com a sua visão "como funcionario" da empresa para qual voce trabalha.

- Se um cliente questiona um de seus serviços, ouça atentamente e veja se seu serviço não pode ser melhorado ou encaixado numa outra categoria. Muitas reclamações nesse campo são geralmente comparativas com serviços já prestados pelos seus concorrentes. Olhos abertos para servir no mesmo nível que seus competidores ou melhor tirar o time de campo em determinado produto ou serviço.

- Qualquer opinião por mais insignificante que pareça pode fazer voce ganhar dinheiro mais tarde. Lembre-se de que seus funcionários treinados para servir, serão também treinados para colher informações necessárias para melhorar e prosperar seus negócios.

A melhor ordem seria SERVIR PRODUTOS E SERVIÇOS e não Vender Produtos e Serviços.

Pensem nisso.

Rondinelli Desteffani

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Calar ou Falar? Eis a questão.

Calar ou falar? Eis a questão.

Nossa espécie tem vida média entre 75 a 90 anos. Nesse período entende-se que o indivíduo utilize esse tempo do processo de viver, para aprender sobre seus erros, sobre os acertos e com isso, sempre buscar as melhorias.

No campo da fala posso afirmar que assim como eu, você também cometeu, comete e cometerá erros. É natural. Só não é natural quando isso acontece com frequência e essa mesma frequência acaba levando você a achar que esses deslizes são normais com o decorrer dos anos vividos. É importante se policiar. Acredito ser por isso que os mais velhos ouvem mais e falam menos e tem, também por esse motivo, a doce fama da sabedoria que lhes é atribuída. Aos que não se policiaram durante a vida, cabe o rótulo de velhos encrenqueiros, ranzinzas e mal amados. Você já deve ter visto um desses por ai.

Uma amiga minha sempre usa essa frase que eu adoro: "Quem fala demais dá bom dia para cavalo." E esse é um ditado entre outros clássicos como, por exemplo: "A palavra vale prata e o silêncio vale ouro.", "Boca fechada não entra mosquito." e por ai vai. Um comentário sobre o "bom dia para o cavalo"... Sempre visualizo uma pessoa tagarelando com outra e, ao passar um cavalo, ela diz bom dia sem perceber que ele é um animal e não uma pessoa como ela. Quase sempre abro um sorriso ao imaginar isso. Outro amigo até já encenou essa situação e a gente rira muito na ocasião. É que o fato de alguém falar demais causa descrédito, a pessoa fica mal vista e com reputação duvidosa. Acabo de me lembrar que, quanto a isso, fez jus o Rei Juan Carlos da Espanha ao dizer: ”? Porque não te calas?" ao presidente Venezuelano Hugo Cháves. Sem falar em política, mas esse foi um exemplo clássico disso que acabo de escrever. Portanto: falar muito não é coisa boa. Contudo, falar também (pouco e preciso) é coisa ótima, pois o mundo foi a favor do Rei Juan nessa situação.

Existe outro lado da fala no qual - situações onde não se fala nada - pode ser visto com maus olhos. Veja esse outro dito popular: "Quem cala, consente." Nesse caso imagina-se que é imprescindível falar algo para não ser vencido pela indiferença. Então: falar em determinadas situações também é importante! Contudo preste bem atenção: Antes de falar saiba - em um milionésimo de segundo antes de começar a balbuciar o primeiro som - qual o tipo de reação sua fala poderá causar, se ela é realmente necessária. Meça também e, principalmente, se você mesmo gostaria de ouvir o que você vai dizer.
Me lembrei também da história das 3 peneiras... Você pode passar a fala nas peneiras da verdade (se o que for falar é uma verdade), bondade (se o que for falar for edificar e não difamar alguém ou criar uma situação ruim pros outros) e finalmente a necessidade (se o que você for falar é necessário, se for resolver um problema ou ainda ajudar a melhorar uma situação). Isso é praticamente infalível.

Apesar das dicas não existe receita pronta. Isto occorre por que a fala é muitas vezes espontânea e parte de uma interação em tempo real com o mundo a nossa volta. Só que posso afirmar que errar menos pode ser a chance de acertar mais com relação a fala. Use o bom senso e tente se policiar. Principalmente quando estiver numa roda de amigos, reuniões, e numa mesa de jantar com a família. Tenho certeza que você vai ser visto com mais apreço, inteligência e, além de disso, aprenderá muitas coisas que jamais imaginou ouvindo as falas dos outros. Boas ou ruins elas acrescentarão no seu vocabulário de idéias os novos acertos do futuro e na velhice se tornarão um presente.

Ah... Acabei de lembrar outro ditado: "Quem fala o que quer, ouve o que não quer!"

Boas falas de hoje em diante!

Rondinelli Desteffani
Abril/2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Papel? Pra quê?

Num de meus "posts" comentei sobre o fim do papel. Hoje assisti a mais um capítulo dessa previsão "Nostradâmica" que fiz há uns bons anos atrás.

Há uma enorme competição, uma corrida mesmo, para novos lançamentos de um aparelho que funciona como os tradicionais livros, jornais e revistas no formato eletrônico. Esse aparelho já é até meio antiguinho. É como um "I-pod" da literatura. Kindle é o nome do primeiro e foi lançado pelo grupo Amazon. Hoje tem modelos da Sony e de outras marcas famosas. Um contrato foi fechado essa semana com o jornal "The New York Times" para vender a assinatura do jornal por um preço melhor. Detalhe: O Jornal é entregue eletronicamente via satelite assim que é fechado nesse aparelho Kindle. Haverá uma economia de papel muito grande, uma vez o Kindle já estar na cultura Americana há alguns anos e muitas pessoas o usam já substituindo livros e revistas.

O governador do estado da California, antenado nessa mudança, já fez um contrato para distribuição eletronica dos livros para a rede do ensino médio atraves desses aparelhos para "leitores". Ao invés de carregarem pessados livros todos os dias para a escola, os alunos terão um "tablet" que conterá todos os livros de todas as máterias e podendo fazer anotações nele. A diferença desses "tablets" é que a tecnologia da tela é diferente das de LCD que são brilhantes e ofuscam a vista cansando-a. A tecnologia usada permite ler até debaixo do sol forte. Há alguma resistencia ainda, pois muitos preferem "pegar" o livro e se apraziguam também com o tato, cheiro e formato dos mesmos. No entanto acredito que, conforme as gerações forem mudando, isso se tornará tão natural no futuro quanto escrever nesse blog agora.

Do nosso lado tupiniquim, nós implantamos o pagamento e geração eletronica de boletos bancários e isso significou em 2009 um avanço promissor da era digital no país. Este ano está chegando a nota fiscal eletronica em seu formato final. Foram alguns anos de teste e implantação piloto mas agora a coisa finalizou.

Na faculdade que estou cursando, o método de ensino é EaD (Ensino à Distancia), e não há necessidade de imprimir nada. Tudo é enviado eletronicamente. Imprime se quiser. Os trabalhos são enviados também via internet. Se compararmos com os metodos de ensino tradicional... esse é, além de pratico, ecologicamente saudável.

Imagina quanto papel já está sendo economizado mediante a tais avanços?

Fico por aqui. A proposito... esse texto não seria escrito se fosse ter que escreve-lo no papel... pra mim... papel e impressora... são tão do passado quanto fax e telefone fixo.

Ate+

terça-feira, 30 de março de 2010

Professor de Inglês - nativo falante ou não - é essencial para o aprendizado?

(Esse foi um post meu feito no forum http://www.englishexperts.com.br em 11/09/2009 - ultimo acesso em 30/03/2010) - Ele diz um pouco do que penso quanto ao estudo da Lingua Inglesa com professoras nativos e não nativos por experiência própria.



Hi There!
Eu tiraria o tópico bons e maus professores. Ou trataria qualidade de ensino de linguas em um tópico separado, sendo eles nativos ou não. Qualidade já é requisito em tudo que a gente faz, vende, produz ou tem. Num primeiro momento um professor ruim pode até te enganar por determinado tempo… mas se você for um bom aluno (que gosta de estudar e investiga o que está sendo ensinado) você vai cair na real se o professor não for bom.
Agora… sobre professor nativo ou não nativo ( com ou sem experiência internacional) segue minha análise:
Você que é professor, um dia foi aluno.
Se foi aluno, me responda sinceramente: Quando voce estudava, não queria que seus professores soubessem/ensinassem falar em inglês coisas do tipo:
- E dai?
- Pois é, mas eu discordo disso.
- Cê pode tentar procurando na web
- Não te disse?
- Vem cá
- Roberto tá ai?
- Vocês (no plural falado = you guys, you all, you both)
- Alô Maria, Paulo já apareceu por ai?
- Alô Pedro, vou me atrasar, te apanho no caminho?
- etc etc etc e tal…
Não é verdade? Se não é verdade veja a quantidade de tópicos que temos no forum na parte “Como digo isso em inglês”.
Todos que estudam uma segunda lingua gostam e querem saber a forma mais natural possivel de falar. E também as formas equivalentes das gírias e expressões.
Mas você deve ter tido professores (assim como eu) que não sabiam ou que simplismente não ensinavam o inglês que não está na gramatica. Além é claro de ter palavrinhas que só você fala daquele jeito por que um professor não nativo te ensinou assim. E você aprendeu errado por que na verdade… o professor também aprendeu assim. (Pra eu re-aprender a pronuncia de “comfortable” eu penei um ano inteiro e acho que não estou sozinho com relação a esse tipo de equivoco) – Não podemos negar que é um risco que se corre quando o professor não é nativo ou não tem experiencia internacional.
Pense nisso e responda a pergunta abaixo honestamente:
1- Quero inglês pra fazer concurso, pra usar no trabalho, pra simplesmente exercitar o cérebro, ou pra viajar?
(Dependendo do tipo de resposta, voce pode até ter um professor que nunca saiu do Brasil, concorda? Dependendo do tipo de resposta seria também indicado ter alguem com experiência internacional ou quem sabe um nativo falante de Inglês)
Uma grande parte dos alunos de cursinho dizem (do intermediário para o avançado) que se sentem impotentes por que entendem tudo, leêm, escrevem mas NÃO FALAM como deveria ser. Não tem fluencia, não sabem como dizer isso ou aquilo e o pior: Não conseguem estabelecer uma linha de raciocínio sobre um assunto e conectando frases explicativas ou narrativas sobre determinado tema. Na frente do professor(a) tudo bem… mas na hora de falar com algum estrangeiro dizem não entender, travar, dar branco e por ai vai.
Baseado nesses argumentos (por que a grande maioria que vai pra um cursinho de ingles sonha em falar fluentemente com todomundo) eu afirmo que é MUUUUUITO melhor ter um professor com experiência internacional ou um nativo falante de inglês. Mas não é condição “sine qua non” para aprender inglês escrito, lido, ouvido. Isso dá pra aprender com um professor de qualquer nacionalidade que não seja nativo de inglês.
A internet hoje é uma grande aliada das pessoas que querem aprender inglês falado tão bem quanto escrito, lido , ouvido.
Ate mais!
Rondinelli

quarta-feira, 10 de março de 2010

Meio Ambiente e o que podemos fazer perto de nós.

Cachoeiro de Itapemirim – ES, 07 de março de 2010.

Meio Ambiente e o que podemos fazer perto de nós.

Tive sorte. Minha família veio do interior do estado para a cidade há quase 40 anos. Com eles, vieram costumes recicláveis numa época que reciclar era ser criativo pela falta de recursos e não pelo fato de precisar entender que já temos muito e que estamos desperdiçando quando não aproveitamos o que já possuimos. Meu pai sempre aproveitou câmara de pneu para consertar cano quebrado. Minha mãe sempre reciclou panelas e canecões em vasos de plantas. Eles sempre tinham uma idéia criativa, pois éramos muito pobres numa cidade que ainda não sabia o que era fartura de produtos e serviços. Ser criativo era palavra de ordem e isso levava a família a praticar reciclagem de forma inocente.
A educação chegou. Eles e eu estudamos durante algumas etapas da vida e aprendemos – tanto pelo senso comum quanto pelos meios de ensino e comunicação – que preservar é preciso. Reciclar, mais ainda, pois o planeta está literalmente sujo!
Há muito tempo, minha mãe enterra o lixo orgânico no quintal. Desse quintal também vem folhas verdes e frutas que consumimos. Não é um local grande. Grande mesmo é a força e é também a herança interiorana que veio com eles da roça para a cidade. Minha mãe também recicla papel de embrulho sempre que possível. As sacolas de pão, roupas, potes de vidro são parte de nossa vida há muitos anos. Também tenho orgulho em dizer que meu pai juntamente com um de nossos vizinhos começou, há mais de 15 anos, um projeto leigo de arborização de nosso bairro. Meu pai deu continuidade no projeto caseiro de fazer mudas de fícus e plantá-las na beira da rua principal de nosso bairro. Isso foi crescendo e ele estendeu o platinho em dois bairros vizinhos. Hoje são mais de 200 arvores espalhadas entre as ruas principais, casas de amigos e no leito do Rio Itapemirim. Depois desse projeto, meu pai começou a catar recicláveis. Tem quase 3 anos que ele ajuda a retirar desses bairros (sozinho) garrafas pet, papelão, sacolas plásticas, alumínio e outros. Ele faz isso por que gosta. Por que quer ajudar. Por que sabe que é preciso. Ele também conserta panelas e isso eu considero reciclar também, pois a cada panela de alumínio ou de aço inox não comprada, o planeta agradece.
Eu enquanto filho, procuro incentivá-los sempre. Consumimos menos energia, menos água e aproveitamos muito bem os alimentos. Aderi à campanha que ficou famosa na internet no ano passado chamada de “xixi no banho” (http://www.xixinobanho.org.br/). Também procuro comprar produtos que sejam considerados “verdes” de empresas também consideradas assim. Procuro não usar copos plásticos, tomando água em copos de papel ou em canecas. Se todos fizermos algo – mesmo que pequeno - já é melhor do que a inércia a que a maioria tem vivido nesses anos de consumos e desperdícios sem ação.

Rondinelli P Desteffani – 10/03/2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ficção Científica e os rumos da evolução humana.

Quando eu era adolescente, um amigo chamou minha atenção para um escritor de ficção científica muito famoso: Arthur Charles Clarke. Ficamos horas conversando sobre esse autor. Principalmente por que ele havia se tornado famoso e tinha ajudado na concepção e escrita do roteiro de 2001 - Uma odisséia no espaço. Foi uma tarde muito divertida e diferente. Foi também a primeira vez que ouvi um amigo comentar sobre livros e sobre ficção científica. Eu sempre via a professora fazendo comentários sobre livros e entendo por que meu amigo também fazia: Ele, mesmo sendo muito jovem, amava já a leitura e principalmente o assunto ficção. Coisa boa é ler! Melhor ainda se não for por obrigação e sobre um assunto que você realmente goste. Algum tempo se passou até que eu pudesse entender a leitura como um processo não doloroso e - ao ler algumas obras de Arthur C. Clarke - fiquei também apaixonado. Como podia ser tão criativo e científico ao mesmo tempo? Virei fã. No entanto com uma inquietude constante, pois pude perceber o quão instigante e desesperador é para nós a incerteza sobre o futuro, mesmo que este seja muito bem projetado com embasamento científico como fazia mister Clarke.

Para imaginar o futuro temos o presente como ponto de partida e temos também o passado como parâmetro para calcular em quanto tempo teríamos tal evento, situação ou realidade futurista. Contudo nenhum desses dois: passado e presente, são tão instigantes quanto imaginar o que se pode vir lá na frente. Lembro-me que ficava - e de certa forma ainda fico - surpreso por tentar adivinhar como serão as coisas que nos cercam em mais 2000 anos evolutivos por exemplo. Confesso que isso era e é um exercício mental saudável e ao mesmo tempo lúdico para mim. Os devaneios naquela época eram divididos com amigos adolescentes que discutiam por horas sobre o rumo das invenções e da evolução humana. E assim íamos nos divertindo num tempo que não existiam computadores e celulares em massa, TV interativa e muitas outras coisinhas que hoje são classificadas como maravilhas da modernidade. Hoje faço essa projeção não só pensando no que podemos ter de tecnologia, mas também aonde podemos chegar no processo evolutivo como um todo - animal, humano, mineral e vegetal. Hoje parte do que projeto para o futuro tem a ver com as estórias que li. E o meu gostar das vanguardas e dos filmes de ficção também são frutos dessa época tão deliciosa de conversar sobre o que ainda não existe.

Para falar a verdade, onde podemos chegar me remete a todo o mal que fazemos no tempo presente ao planeta. Extraindo recursos para nosso conforto desenfreado me leva a previsões de ficção científica mais tétricas do que lúdicas. Fico imaginando se hoje os jovens tem preocupação com o futuro nesse campo também. E é nesse ponto que gostaria de tocar quando comecei o assunto de ficção científica.

Quando tinha vinte e poucos anos eu escrevi um texto - que infelizmente se perdeu - onde eu defendia o fim do papel em 50 anos. Já se passaram alguns bons anos desde a previsão que fiz e minha teoria esta - a cada dia - mais perto da realidade. Você já parou para pensar sobre como serão nossos meios de locomoção já que o numero de carros e a extração do petróleo continua crescendo exponencialmente?

Há muito tempo está na moda defender a sustentabilidade do planeta e o seu meio ambiente para que ele nos proporcione o que precisamos para sobreviver e prosperar. Espero que isso se torne moda mesmo e que comecemos a usar essa "roupagem" para proteger o interesse de toda espécie. Antes achávamos que o planeta era forte e que não importava o que fizéssemos o planeta não sucumbiria. Hoje já sabemos que não é bem assim. Não cabe a mim dizer novamente o que estamos fazendo de errado. Isso já foi dito muitas vezes. Estou aqui para uma proposta: Que tal aliar a ficção cientifica para aguçar invenções e soluções eficazes para nossa vida aqui na terra? Hoje Hollywood enaltece a ficção no seu mais alto nível e uma questão bate atrás da nuca: Será que chegaremos nessas épocas algum dia? Essa é uma projeção de futuro que nem Arthur C. Clarke e nem ninguém pode fazer no momento, mas podemos imaginar soluções baseados em ciência e em pensamentos futuros para mudar nossos comportamentos e nosso rumo de hoje!

Pense nisso.

Rondinelli Paier Desteffani
28/01/2010 - Quinta-feira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Onde fomos, onde estamos, onde já se viu..."

Olá pessoal!

Estou inaugurando o "Blog" com uma explicação rápida sobre o título do mesmo:

Sendo a vida - de um modo geral - a razão de existirmos e de sermos o que somos do passado até o presente, nada mais justo do que classificar tudo que se escreve sobre a vida como "variações sobre um mesmo tema". A vida é o tema e suas variações são todos os assuntos que habilitam os seres - humanos ou não - a viverem, prosperarem, existirem, evoluírem e a buscarem as mais variadas respostas para os mais variados assuntos. Ou seja, variar sobre um mesmo tema é analisar e lapidar a vida para uma forma mais perfeita e feliz!

Espero que curtam os textos, desabafos, comentários que estão por vir.

Obrigado por ter passado por aqui!

Rondinelli - Janeiro 2010