sexta-feira, 30 de abril de 2010

Calar ou Falar? Eis a questão.

Calar ou falar? Eis a questão.

Nossa espécie tem vida média entre 75 a 90 anos. Nesse período entende-se que o indivíduo utilize esse tempo do processo de viver, para aprender sobre seus erros, sobre os acertos e com isso, sempre buscar as melhorias.

No campo da fala posso afirmar que assim como eu, você também cometeu, comete e cometerá erros. É natural. Só não é natural quando isso acontece com frequência e essa mesma frequência acaba levando você a achar que esses deslizes são normais com o decorrer dos anos vividos. É importante se policiar. Acredito ser por isso que os mais velhos ouvem mais e falam menos e tem, também por esse motivo, a doce fama da sabedoria que lhes é atribuída. Aos que não se policiaram durante a vida, cabe o rótulo de velhos encrenqueiros, ranzinzas e mal amados. Você já deve ter visto um desses por ai.

Uma amiga minha sempre usa essa frase que eu adoro: "Quem fala demais dá bom dia para cavalo." E esse é um ditado entre outros clássicos como, por exemplo: "A palavra vale prata e o silêncio vale ouro.", "Boca fechada não entra mosquito." e por ai vai. Um comentário sobre o "bom dia para o cavalo"... Sempre visualizo uma pessoa tagarelando com outra e, ao passar um cavalo, ela diz bom dia sem perceber que ele é um animal e não uma pessoa como ela. Quase sempre abro um sorriso ao imaginar isso. Outro amigo até já encenou essa situação e a gente rira muito na ocasião. É que o fato de alguém falar demais causa descrédito, a pessoa fica mal vista e com reputação duvidosa. Acabo de me lembrar que, quanto a isso, fez jus o Rei Juan Carlos da Espanha ao dizer: ”? Porque não te calas?" ao presidente Venezuelano Hugo Cháves. Sem falar em política, mas esse foi um exemplo clássico disso que acabo de escrever. Portanto: falar muito não é coisa boa. Contudo, falar também (pouco e preciso) é coisa ótima, pois o mundo foi a favor do Rei Juan nessa situação.

Existe outro lado da fala no qual - situações onde não se fala nada - pode ser visto com maus olhos. Veja esse outro dito popular: "Quem cala, consente." Nesse caso imagina-se que é imprescindível falar algo para não ser vencido pela indiferença. Então: falar em determinadas situações também é importante! Contudo preste bem atenção: Antes de falar saiba - em um milionésimo de segundo antes de começar a balbuciar o primeiro som - qual o tipo de reação sua fala poderá causar, se ela é realmente necessária. Meça também e, principalmente, se você mesmo gostaria de ouvir o que você vai dizer.
Me lembrei também da história das 3 peneiras... Você pode passar a fala nas peneiras da verdade (se o que for falar é uma verdade), bondade (se o que for falar for edificar e não difamar alguém ou criar uma situação ruim pros outros) e finalmente a necessidade (se o que você for falar é necessário, se for resolver um problema ou ainda ajudar a melhorar uma situação). Isso é praticamente infalível.

Apesar das dicas não existe receita pronta. Isto occorre por que a fala é muitas vezes espontânea e parte de uma interação em tempo real com o mundo a nossa volta. Só que posso afirmar que errar menos pode ser a chance de acertar mais com relação a fala. Use o bom senso e tente se policiar. Principalmente quando estiver numa roda de amigos, reuniões, e numa mesa de jantar com a família. Tenho certeza que você vai ser visto com mais apreço, inteligência e, além de disso, aprenderá muitas coisas que jamais imaginou ouvindo as falas dos outros. Boas ou ruins elas acrescentarão no seu vocabulário de idéias os novos acertos do futuro e na velhice se tornarão um presente.

Ah... Acabei de lembrar outro ditado: "Quem fala o que quer, ouve o que não quer!"

Boas falas de hoje em diante!

Rondinelli Desteffani
Abril/2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Papel? Pra quê?

Num de meus "posts" comentei sobre o fim do papel. Hoje assisti a mais um capítulo dessa previsão "Nostradâmica" que fiz há uns bons anos atrás.

Há uma enorme competição, uma corrida mesmo, para novos lançamentos de um aparelho que funciona como os tradicionais livros, jornais e revistas no formato eletrônico. Esse aparelho já é até meio antiguinho. É como um "I-pod" da literatura. Kindle é o nome do primeiro e foi lançado pelo grupo Amazon. Hoje tem modelos da Sony e de outras marcas famosas. Um contrato foi fechado essa semana com o jornal "The New York Times" para vender a assinatura do jornal por um preço melhor. Detalhe: O Jornal é entregue eletronicamente via satelite assim que é fechado nesse aparelho Kindle. Haverá uma economia de papel muito grande, uma vez o Kindle já estar na cultura Americana há alguns anos e muitas pessoas o usam já substituindo livros e revistas.

O governador do estado da California, antenado nessa mudança, já fez um contrato para distribuição eletronica dos livros para a rede do ensino médio atraves desses aparelhos para "leitores". Ao invés de carregarem pessados livros todos os dias para a escola, os alunos terão um "tablet" que conterá todos os livros de todas as máterias e podendo fazer anotações nele. A diferença desses "tablets" é que a tecnologia da tela é diferente das de LCD que são brilhantes e ofuscam a vista cansando-a. A tecnologia usada permite ler até debaixo do sol forte. Há alguma resistencia ainda, pois muitos preferem "pegar" o livro e se apraziguam também com o tato, cheiro e formato dos mesmos. No entanto acredito que, conforme as gerações forem mudando, isso se tornará tão natural no futuro quanto escrever nesse blog agora.

Do nosso lado tupiniquim, nós implantamos o pagamento e geração eletronica de boletos bancários e isso significou em 2009 um avanço promissor da era digital no país. Este ano está chegando a nota fiscal eletronica em seu formato final. Foram alguns anos de teste e implantação piloto mas agora a coisa finalizou.

Na faculdade que estou cursando, o método de ensino é EaD (Ensino à Distancia), e não há necessidade de imprimir nada. Tudo é enviado eletronicamente. Imprime se quiser. Os trabalhos são enviados também via internet. Se compararmos com os metodos de ensino tradicional... esse é, além de pratico, ecologicamente saudável.

Imagina quanto papel já está sendo economizado mediante a tais avanços?

Fico por aqui. A proposito... esse texto não seria escrito se fosse ter que escreve-lo no papel... pra mim... papel e impressora... são tão do passado quanto fax e telefone fixo.

Ate+